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Simpatia

Convite de formatura

(Agora é pra valer! Dia 9 de dezembro de 2006 eu me formo em teologia. Veja abaixo o convite!)

chamado pelo Senhor
para ser um missionário
após alguma hesitação
eu entrei no seminário

passados quatro anos
muita coisa aconteceu
ouvi tanta heresia
mas a fé sobreviveu

a razão do meu convite
para ser muito sincero:
sua ilustríssima presença
é a coisa que mais quero

dia 9 de dezembro
preste muita atenção
não marque um compromisso
ou qualquer situação

bem, a nossa colação
começará às 6 da tarde
na primeira igreja batista
desta assaz bela cidade

isso é na rua frei caneca
quinhentos e vinte e cinco
(venha mesmo, meu amigo
pois estudamos com afinco)

Misericórdia


Ontem aluguei um filme que havia visto há tempos, La veuve de Saint-Pierre. Recomendo. Muito boa trama, mas não vou fazer sinopse.
Quero me ater a um tema.
Desta vez que assisti foi uma especial oportunidade de meditar na possibilidade de aplicação da pena de morte.
Em um dos diálogos do filme, Jean (le capitaine) diz a sua esposa, Madame La, que "condenamos uma pessoa à guilhotina, mas é outra a pessoa executada".

Talvez seja um pouco desta misericórdia e esperança na restauração do homem que faltem em nossos dias.
O enredo do filme é justamente esse, um condenado transformado por um ato de amor de alguém que não precisava, mas se importou.

Vale a pena assistir.

Cântico Novo

Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo. (Salmo 33.3)

Nosso Brasil é pródigo em dar vida a expressões culturais que nascem das circunstâncias que cercam sua história e sua humanidade. A miscigenação das culturas no nosso solo é apenas um dos muitos ingredientes que atestam a unicidade de nosso país, com pluralidades tão desenvolvidas e um arcabouço mental de peculiaridades artísticas ainda pouco exploradas. Dentre estas expressões artísticas vemos com destaque a formação de ritmos e tendências musicais que nos caracterizam como um povo que canta.
Os evangélicos brasileiros - com raríssimas e felizes exceções - têm sido negligentes com estas culturas musicais e sonoridades. Deixaram de ser um povo único pela rejeição desta riqueza musical em detrimento do nivelamento inferior imposto pela Música Gospel, que se situaria sob a égide da indústria cultural de Adorno.
Chegaram ao exagero de “compor” uma Dança do Pingüim, que sobre o Evangelho não diz nada, sobre adoração menos ainda, mas garantem – até mesmo cristãos sinceros – que é usada para adorar a Deus.
Deixaram a essência do evangelho e a beleza da arte por aquilo que vende mais, pelas facilidades comerciais e mercadológicas.
Que terrível falta de gosto. Que horrendo espetáculo gospel. Que tremenda reificação do ser.

Não poucas vezes o rei e salmista Davi chamava o povo de Deus à adoração com uma proposta de cântico novo.
Em toda a Bíblia observamos a repetição deste termo. Até mesmo os homens e mulheres figuram no apocalipse, comprados pelo sangue do cordeiro, cantavam este cântico de louvor a Deus. Esta música, que somente os salvos por Jesus poderiam aprender e entoar em Apocalipse 14.3, significava – em estudo mais aprofundado do termo – uma vida com qualidade.
Cântico novo é vida com qualidade. É uma expressão similar à “abundância” de vida oferecida por Jesus em João 10.10.
Isso contrasta com a monotonia da proposta Gospel (que de evangelho mesmo não tem nada) do nosso Brasil, tão rico e tão pobre ao mesmo tempo.
Rico porque tem à sua disposição melodias e criatividades infindas para erguer a bandeira de uma militância musical de qualidade.
Pobre porque tem ignorado sua riqueza, dobrando-se ao que os mass media exigem que ela seja.

Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. (Ap. 14.3)

Carecas









A ojeriza masculina.

Chapeuzinho vermelho

O texto a seguir trata-se de algumas fatias do capítulo inicial do livro

DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos e outros episódios da história cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986.

que eu recomendo. Divirta-se!



O universo mental dos não iluminados, durante o Iluminismo, parece estar irrecuperável mente perdido. É tão difícil, se não impossível, situar o homem comum do século XVIII, que parece uma tolice pesquisar sua cosmologia. Mas, antes de desistir da tentativa, talvez fosse útil esquecer a nossa descrença e lembrar uma história - uma história que todos conhecem, embora em versão diferente da que reproduzimos a seguir, que é a do conto mais ou menos como era narrado em torno às lareiras, nas cabanas dos camponeses, durante as longas noites de inverno, na França do século XVIII.

Certo dia, a mãe de uma menina mandou que ela levasse um pouco de pão e de leite para sua avó. Quando a menina ia caminhando pela floresta, um lobo aproximou-se e perguntou-lhe para onde se dirigia.

- Para a casa de vovó - ela respondeu.

- Por que caminho você vai, o dos alfinetes ou o das agulhas?

- O das agulhas.

Então o lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa e cortou sua carne em fatias, colocando tudo numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e ficou deitado na cama, à espera.

Pam, pam.

- Entre, querida.

- Olá, vovó. Trouxe para a senhora um pouco de pão e de leite.

- Sirva-se também de alguma coisa, minha querida. Há carne o vinho na copa.

A menina comeu o que lhe era oferecido e, enquanto o fazia, um gatinho disse: "menina perdida! Comer a carne e beber o sangue de sua avó!"

Então, o lobo disse:

- Tire a roupa e deite-se na cama comigo.

- Onde ponho meu avental?

- Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dele.

Para cada peça de roupa - corpete, saia, anágua e meias a menina fazia a mesma pergunta. E, a cada vez, o lobo respondia:

- Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dela.

Quando a menina se deitou na cama, disse:

- Ah, vovó! Como você é peluda!

- É para me manter mais aquecida, querida.

- Ah, vovó! Que ombros largos você tem!

- É para carregar melhor a lenha, querida.

- Ah, vovó! Como são compridas as suas unhas!

- É para me coçar melhor, querida.

- Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!

- É para comer melhor você, querida.

E ele a devorou.

(...)

Evidências escritas provam que os contos existiam antes de ser concebido o "folclore", neologismo do século XIX." Os pregadores medievais utilizavam elementos da tradição oral para ilustrar argumentos morais. Seus sermões, transcritos em coleções de "Exempla" dos séculos X11 ao XV, referem-se às mesmas histórias que foram recolhidas, nas cabanas dos camponeses, pelos folcloristas do século XIX. Apesar da obscuridade que cerca as origens dos romances de cavalaria, as canções de gesta e os fabliaux, parece que boa parte da literatura medieval bebeu da tradição oral popular, e não o contrário. A "Bela Adormecida" apareceu num romance arturiano do século XIV e "Cinderela" veio à tona em Propos rustiques, de Noel du Fail, de 1547, livro que situou as origens dos contos nas tradições camponesas e mostrou como eles eram transmitidos; porque du Fail fez a primeira descrição por escrito de uma importante instituição francesa, a veilIée, reunião junto à lareira, à noitinha, quando os homens consertavam suas ferramentas e as mulheres costuravam, escutando as histórias que seriam registradas pelos folcloristas trezentos anos depois e que já duravam séculos. Pretendessem elas divertir os adultos ou assustar as crianças, como no caso de contos de advertência, como "Chapeuzinho Vermelho", as histórias pertenciam sempre a um fundo de cultura popular, que os camponeses foram acumulando através dos séculos, com perdas notavelmente pequenas.

Pedra bonita (sábado passado)

























































No sábado passado fizemos (eu e a Gláucia, minha noiva) uma caminhada para um dos mirantes mais legais do Rio de Janeiro, a Pedra Bonita. A subida fica no topo da estrada das canoas, que alcançamos de carro, onde o pessoal salta de asa delta e parapente. Dali pra cima caminhamos mais 1200 metros a pé, percurso que fizemos com algum esforço e reclamação por conta dos (muitos!) quilinhos a mais. Mas foi muito divertido depois que chegamos lá! O céu ora ficava azul ora cheio de nuvens. Recomendo a todos os visitantes do Rio que façam este tão belo (e cansativo) trajeto.

História e Marx

“...Tinham dado como senhas a seu exército as palavras de ordem da velha sociedade – ‘propriedade, família, religião, ordem’...”
(Trecho do 18 Brumário)

E esta continua a ser a bandeira levantada por muitos partidos que querem buscar nas “entidades determinantes da nação” (como se estas coisas em si mesmas determinassem algo...) o lema de seus movimentos.
A relação que é feita entre os “valores mais nobres” da sociedade e a proposta de continuidade, estabilidade (?) e os interesses da burguesia foram e continuam sendo – conjugados com a suposta (ou não!) desorganização dos que lutam por mudanças – armas ideológicas muito fortes das classes dominantes tanto na Europa do XIX quanto no Brasil do XXI.

Observamos no início da obra Manifesto do Partido Comunista, características marcantes da doutrina Marxista, do materialismo histórico. Esta doutrina baseia-se na afirmação de que o modo de produção da vida material condiciona a vida em outros âmbitos: social, político, religioso... A história prova, no entanto, que se tal afirmação não é completamente falsa é, no entanto, determinista e incompleta. As problematizações da história feitas por Lucien Febrve e Marc Bloch primeiramente, posteriormente por Braudel e, mais recentemente, pela terceira geração dos Annales vêm a demonstrar que muitos outros âmbitos da vida – que não só a produção material – influenciam nas decisões e atitudes humanas.

Apesar desta e de muitas outras discrepâncias em relação ao nosso tempo, o “Manifesto” tem muito a nos oferecer e alguns dos seus pontos ainda podem ser aplicados aos nossos dias. Levaremos um deles à frente:

Vemos que no o decorrer da obra, Marx e Engels, tipificam as ações do Estado primordialmente como gerentes do querer das classes dominantes. Vejamos:

“Todas as classes que no passado conquistaram o Poder, trataram de consolidar a situação adquirida submetendo a sociedade às suas condições de apropriação.”
(Trecho do Manifesto do Partido Comunista)

O poder político se torna desta forma uma maneira para a manutenção da sociedade estratificada em classes. O mesmo podemos observar nos dias de hoje, em que a imensa maioria dos detentores do poder político (instituído) no Brasil são membros das camadas econômicas superiores e utilizam desse poder para a sua própria perpetuação no mundo das decisões políticas e – é claro – para que seus interesses sejam representados e acatados.

Cristóvão Colombo

Publico abaixo interessante reportagem sobre provável nacionalidade do explorador. De fato é estranho pensar que um navegante genovês escrevesse sempre em português, além de ter batizado terras descobertas com nomes lusitanos: Veracruz, Santo Domingo, etc.

Portuguese village opens up new world of speculation as it lays claim to Columbus

By Elizabeth Nash in Madrid
Published: 25 October 2006

Christopher Columbus was born in Cuba - at least that's what they say in the village of that name south-east of Lisbon in the heart of Portugal's Alentejo region. Portugal's first statue of the explorer is to be unveiled in Cuba's central square on Saturday, the 514th anniversary of Columbus's landfall on the Caribbean island later named after his supposed birthplace.

The 7ft bronze monument, showing the Admiralbestriding the globe, rolled map in one hand, shading his eyes with the other, will stand upon a granite pedestal facing Cuba's ancient palace of Duke Fernando of Beja, of whom, so the theory goes, Cristovao Colom was the illegitimate son.
(para ler o orginal clique aqui)




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