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A vitória que vence o mundo

Hoje nós meditaremos sobre a vitória de todo o crente: A vitória que vence o mundo. Quero convidar você a escutar o que disse Jesus a seus discípulos em João 16.33. Diz assim a escritura:
“Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
Os capítulos 13 a 17 do evangelho de João nos relatam as últimas horas que Jesus passaria com seus discípulos antes da sua crucificação. Era o início da festa da páscoa e Jesus havia celebrado com aqueles homens a ceia de pão e vinho. Esta ceia significava a entrega de sua carne e seu sangue pelos nossos pecados.
De fato Cristo Jesus sabia que em pouco tempo sua vida passaria pelas piores aflições que alguém já experimentara. Ele sabia que devia cumprir a vontade de Deus, a salvação do mundo. E, por amor a nós, ele tornou-se alvo de afrontas, humilhações e injúrias, apesar de nunca ter pecado. Ele já sabia que seria traído por Judas. Também já esperava que Pedro o negasse três vezes. E apesar disto ele diz aos seus discípulos e a nós que desejamos segui-lo: “Eu falo estas coisas para que vocês tenham paz. No mundo vocês vão ter aflições. Mas não tenham medo porque eu venci o mundo.”
Apesar de já saber seu destino de tortura e dor, Jesus disse: Não tenham medo!
Apesar de levar em seu corpo a culpa de todos nós, Jesus disse: Quero que vocês tenham paz!
Apesar de ter que enfrentar os açoites, injúrias e os cravos da cruz, Jesus disse: Eu venci o mundo!
Que tremendo contra-senso! Que maravilhosa proposta a de Cristo, justo na noite em que seria entregue a seus acusadores, dizendo a seus discípulos:
Vejam, meus amigos. As pessoas irão trair vocês. Enquanto estiverem aqui vocês vão passar por doenças, fome, nudez, acusações. Aqui no mundo haverá sofrimento e talvez vocês até morram por serem chamados de Cristãos. Mas não temam! Eu venci o mundo!
Qual é a nossa vitória, meu irmão? Há em nossos dias uma teologia que diz que o crente não sofre, que crente não fica doente, nem passa por dificuldade financeira. Essa teologia, esta pregação é diabólica. Deus nunca prometeu um mar de rosas aos que o seguissem. Pelo contrário, Jesus disse: No mundo vocês terão aflições. Mas a vitória do crente, que longe de ser a ausência de problemas, é a presença de Deus. Davi escreveu no mais conhecido salmo da Bíblia: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque tu estás comigo.”
Por isso João escreveu, muito tempo depois daquela páscoa de morte e ressurreição: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (I João 5.4)

Reflexão sobre a igreja

Depois de longo recesso pelo período de férias retorno com estes breves pensamentos sobre a vida em comunidade eclesiástica.

Sabe por que Deus quer tanto que nós sejamos uma unidade como igreja? Que o amemos acima de tudo e amemos aos nossos irmãos como a nós mesmos? Pois sua palavra atesta que Ele revelou em nós a glória Dele, e disse que o mundo só ia conhecer essa glória (essa unidade que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm) se também nós tivéssemos unidade.

“Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.” (João 17.11)

E aí vem uma historinha pra terminar ilustrando isso!

Um tijolo sozinho não tem valor nenhum. Deixado ali, no jardim, é inútil, chegando a ser um transtorno. Se o colocamos na rua pode até quebrar um carro ou uma bicicleta... Será partido ao meio ou destruído.

Mas se o Edificador pegar esse tijolo, e o colocar numa parede, ele passa a funcionar de acordo com aquilo com o que foi planejado, e se mantém firme, pois estará bem apoiado pelos outros tijolos à sua volta. Quando cada tijolo é colocado conforme o projeto do construtor, o resultado é uma estrutura útil e harmoniosa.

Esta simples analogia descreve o nosso papel na igreja. Quando intencionalmente seguimos os nossos próprios caminhos, nos tornamos ineficazes e podemos ferir o corpo de Cristo. Mas quando interagimos com outros crentes acabamos colaborando para o cumprimento do propósito de Deus.

Romanos 12. 4 e 5:

“Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo e individualmente membros uns dos outros.”

A Bíblia é clara, você só terá intimidade com Deus se de verdade amar seus irmãos.
Você só poderá ter comunhão com seus irmãos quando deixar de olhar para alguns deles como pecadores, vacilões ou chatinhos e passar a vê-los como eles são: Filhos de Deus, assim como você é!
Por isso transcrevo I João 4.21:
“quem ama a Deus, que ame também o seu irmão”

Deus nos abençoe neste propósito!

Cenas de Viagem 1






















Estou com minha família viajando por esse Brazilzão. Agora escrevo de uma lan house em Itororó, sul da Bahia.

Cantando o Natal

Há 14 anos eu chegava na igreja da qual sou membro até hoje.
Eu tinha uns 12 anos naquela época e já gostava de cantar.
Começava naquele mesmo ano nesta igreja um movimento de propagação da vinda do Reino de Deus, usando o natal como pretexto, chamado Cantando o Natal.
Toda a igreja se reuniu em torno deste evento. Muitos estavam em polvorosa, num grande estado de nervos o pessoal do som, os instrumentistas, cantores, evangelistas, o povo do lanche, os que carregavam as cadeiras, ou mesmo os que apenas recebiam alguém.
Um grande coro de 100 ou mais vozes foi montado para cantar que Jesus havia vindo ao Mundo.
Nos ajeitávamos um tanto apertados, um tanto nervosos, um tanto emocionados na escadaria do templo da igreja (que fica em frente a uma praça) e cantávamos a mensagem do nascimento do ungido de Deus.
Hoje eu tenho 26 anos e ainda gosto de cantar.
Muita coisa e gente mudou, mas a mensagem continua a mesma.

Vamos cantar o natal amanhã, 19h00, na Praça Barão de Corumbá, 49, tijuca.
Se não puder vir acesse www.itacuruca.org.br. Será transmitido ao vivo.

Jesus e o Vinho

Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior;
tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. (João 2:10)


Muitos crentes, com a melhor das intenções, pensam que o vinho da Bíblia não era fermentado ou alcoólico. Longe de ser verdade, esta ingenuidade é apenas um afastamento de dados reais provocado pelo excesso de pietismo de muitos de nós.

A afirmação de que o vinho alcoólico era bebido nas mesas do povo de Deus no antigo e no novo testamento, longe de nos encorajar ao alcoolismo, nos faz pensar que o crente possui (através do Espírito Santo) equilíbrio, a temperança e o domínio próprio para não se deixar embriagar. E é claro, sempre que necessário, a abstinência.

No texto de João capítulo 2, quando Jesus transforma a água em vinho, o evangelista escreve a palavra oinos, que em grego se refere ao vinho fermentado.

Jesus foi chamado, erroneamente pelos homens de sua época de comilão e beberrão (em oposição a João Batista). Na verdade ele preferia andar com a gente simples de seus dias do que com os fariseus.

Ele se alegrava com os seus.
Não foi alguém ausente.
Foi uma pessoa que viveu como nós, que comeu e bebeu como nós.
Fico feliz de saber que Cristo não mandou uma carta, ou uma mensagem de e-mail à humanidade. Nem mesmo um representante.

Ao contrário disso ele viveu junto conosco nossas alegrias e dores.

Isso nos mostra um Jesus humano, afinal cremos que nosso Senhor encarnado foi completamente homem e completamente Deus.

Noite de formatura

Foi uma festa grande e quem esteve por lá sabe o porquê.
Foi uma noite especial, um misto de despedida e de novos começos.
Foi uma bela lembrança dos últimos anos que passamos e juntos, também foi um vislumbre do futuro que nos espera.
Foi uma noite de perdão pois toda a diferença que tínhamos entre nós ficou pelo caminho.
Foi assim: emocionante e tranqüilo, muito solene e também alegre demais.
Quem foi sabe que aconteceu assim.
E agora cada qual segue sua senda sabendo que as coisas que virão trarão sobre cada um de nós a certeza do cuidado do nosso Deus que nunca falta.

Aleijadinho


Tive a feliz oportunidade de visitar hoje (ontem, dia 5) a exposição Aleijadinho e seu tempo - fé engenho e arte (hospedada no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro), um prato cheio e saboroso para os que amam o rico debate entre religião, arte e história.
O argumento da curadoria é muito bom e propõe ao visitante uma caminhada pelas obras do mestre mineiro com a presença do balizmento cronológico necessário para a compreenssão de sua extensa obra enquanto é envolvido por uma interessante e inusitada trilha sonora que, todavia, peca muitas vezes por anacronismo.
Entretanto a exposição está magnífica, contando com obras de outros artistas barrocos do século XVIII mineiro. Além disso conta-nos a história do surgimento das Minas Gerais de nossa terra berço de cidades que abrigaram as obras da mostra, sobretudo Vila Rica, Ouro Preto e Congonhas do Campo.
A homenagem a Antônio Francisco Lisboa alcunhado Aleijadinho - o gênio da escultura barroca no Brasil, mulato, filho bastardo de um proeminente arquiteto das Minas Gerais - foi feita pelo pessoal do CCBB com a majestade e bom gosto que sua obra merece. Destaque para a sala Passos da Paixão, no primeiro andar.
Vale conferir!

Simpatia

Convite de formatura

(Agora é pra valer! Dia 9 de dezembro de 2006 eu me formo em teologia. Veja abaixo o convite!)

chamado pelo Senhor
para ser um missionário
após alguma hesitação
eu entrei no seminário

passados quatro anos
muita coisa aconteceu
ouvi tanta heresia
mas a fé sobreviveu

a razão do meu convite
para ser muito sincero:
sua ilustríssima presença
é a coisa que mais quero

dia 9 de dezembro
preste muita atenção
não marque um compromisso
ou qualquer situação

bem, a nossa colação
começará às 6 da tarde
na primeira igreja batista
desta assaz bela cidade

isso é na rua frei caneca
quinhentos e vinte e cinco
(venha mesmo, meu amigo
pois estudamos com afinco)

Misericórdia


Ontem aluguei um filme que havia visto há tempos, La veuve de Saint-Pierre. Recomendo. Muito boa trama, mas não vou fazer sinopse.
Quero me ater a um tema.
Desta vez que assisti foi uma especial oportunidade de meditar na possibilidade de aplicação da pena de morte.
Em um dos diálogos do filme, Jean (le capitaine) diz a sua esposa, Madame La, que "condenamos uma pessoa à guilhotina, mas é outra a pessoa executada".

Talvez seja um pouco desta misericórdia e esperança na restauração do homem que faltem em nossos dias.
O enredo do filme é justamente esse, um condenado transformado por um ato de amor de alguém que não precisava, mas se importou.

Vale a pena assistir.

Cântico Novo

Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo. (Salmo 33.3)

Nosso Brasil é pródigo em dar vida a expressões culturais que nascem das circunstâncias que cercam sua história e sua humanidade. A miscigenação das culturas no nosso solo é apenas um dos muitos ingredientes que atestam a unicidade de nosso país, com pluralidades tão desenvolvidas e um arcabouço mental de peculiaridades artísticas ainda pouco exploradas. Dentre estas expressões artísticas vemos com destaque a formação de ritmos e tendências musicais que nos caracterizam como um povo que canta.
Os evangélicos brasileiros - com raríssimas e felizes exceções - têm sido negligentes com estas culturas musicais e sonoridades. Deixaram de ser um povo único pela rejeição desta riqueza musical em detrimento do nivelamento inferior imposto pela Música Gospel, que se situaria sob a égide da indústria cultural de Adorno.
Chegaram ao exagero de “compor” uma Dança do Pingüim, que sobre o Evangelho não diz nada, sobre adoração menos ainda, mas garantem – até mesmo cristãos sinceros – que é usada para adorar a Deus.
Deixaram a essência do evangelho e a beleza da arte por aquilo que vende mais, pelas facilidades comerciais e mercadológicas.
Que terrível falta de gosto. Que horrendo espetáculo gospel. Que tremenda reificação do ser.

Não poucas vezes o rei e salmista Davi chamava o povo de Deus à adoração com uma proposta de cântico novo.
Em toda a Bíblia observamos a repetição deste termo. Até mesmo os homens e mulheres figuram no apocalipse, comprados pelo sangue do cordeiro, cantavam este cântico de louvor a Deus. Esta música, que somente os salvos por Jesus poderiam aprender e entoar em Apocalipse 14.3, significava – em estudo mais aprofundado do termo – uma vida com qualidade.
Cântico novo é vida com qualidade. É uma expressão similar à “abundância” de vida oferecida por Jesus em João 10.10.
Isso contrasta com a monotonia da proposta Gospel (que de evangelho mesmo não tem nada) do nosso Brasil, tão rico e tão pobre ao mesmo tempo.
Rico porque tem à sua disposição melodias e criatividades infindas para erguer a bandeira de uma militância musical de qualidade.
Pobre porque tem ignorado sua riqueza, dobrando-se ao que os mass media exigem que ela seja.

Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. (Ap. 14.3)

Carecas









A ojeriza masculina.




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